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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

GOVERNO DO RIO DIZ QUE SALÁRIO DE DEZEMBRO DA SEGURANÇA SERÁ PAGO NESTA QUARTA-FEIRA

Por meio de nota oficial, o governo do Rio anunciou que fará, nesta quarta-feira, o depósito integral dos salários de dezembro dos servidores ativos e aposentados da Segurança Pública estadual. Serão beneficiados pela decisão policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários. Segundo a secretaria de Fazenda, o Estado vai utilizar R$ 623 milhões para quitar esta parte da folha de pagamento.

Com isso, os servidores da Segurança se somam aos ativos vinculados à secretaria de Educação. Os demais servidores estaduais terão de aguardar como será feito o pagamento do salário de dezembro.

Confira a nota do governo na íntegra:

Os salários de dezembro dos servidores ativos e inativos da Segurança - Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Administração Penitenciária e órgãos vinculados, Bombeiros, Defesa Civil e Secretaria de Segurança - serão depositados integralmente a partir das 13 horas de amanhã (18/01) pela Secretaria de Estado de Fazenda.

O valor total a ser depositado será de R$ 623 milhões. Alguns depósitos poderão ocorrer após o fim do expediente bancário. (Fonte)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

QUEM GEROU A CRISE TEM A OBRIGAÇÃO DE RESOLVER O PROBLEMA

Nesta terça-feira, representantes dos comandos das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) são esperados na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para conversa com deputados estaduais. O encontro servirá para que os líderes sindicais apresentem uma proposta de alteração ao projeto que pode adiar para 2020 os reajustes aos funcionários da Segurança, programados para os próximos três anos.

A proposta foi apresentada, nesta segunda-feira, aos sindicatos ligados à Polícia Civil e aos agentes penitenciários. O governo sugeriu pagar os vencimentos dos servidores da Segurança até o 10º dia útil, sem atrasos, além de quitar o 13º salário dessas categorias até o dia 20 de janeiro. Já o adiamento para 2020 seria reduzido. As três parcelas devidas seriam pagas em dezembro de 2017, de 2018 e de 2019, acrescidas da inflação anual. A elevação da contribuição previdenciária, porém, foi mantida.

— Vamos apresentar as mudanças aos deputados — disse o coronel Erir Ribeiro, secretário de Administração Penitenciária.

Entre os servidores, a proposta não foi bem recebida. Agentes da Polícia Civil questionam as garantias que o governo do estado pode oferecer neste momento de crise.

— Estão prometendo algo para o qual não há qualquer garantia. Dizem que podem pagar o 13º salário até 20 de janeiro, mas até agora não falaram quando vão pagar novembro — disse Fábio Neira, presidente da Coligação dos Policiais Civis (Colpol-RJ).

A intenção do governo ao apresentar a nova proposta é tentar desmobilizar os agentes da Segurança. Hoje, um ato está marcado para a Candelária. Para amanhã, o Movimento Unificado dos Servidores do Estado do Rio (Muspe) convocou um grande protesto para pressionar os parlamentares a rejeitarem os projetos que elevam a contribuição previdenciária dos servidores e adiam reajustes dos trabalhadores da Segurança. (Fonte)

sábado, 10 de dezembro de 2016

DIRETOR DA ODEBRECHT ENTREGA PEZÃO E COMPANHIA

No anexo de sua delação premiada, o executivo conta que a empresa desembolsou R$ 23,6 milhões em dinheiro e 800 mil euros, por transferência bancária no exterior, à campanha de Pezão em 2014. Tudo no caixa 2, claro.

O volume em espécie, de acordo com Azevedo, foi entregue ao publicitário Renato Pereira, dono da agência de publicidade Prole, contratada pela campanha.

“Os pagamentos foram realizados com recursos de Caixa 2, mediante entregas de dinheiro em espécie, tal qual determinado por Hudson Braga, diretamente para Renato Pereira no escritório da agência[…], na Urca”, detalha.

As transferências foram feitas para o banco Banif, em Bahamas, paraíso fiscal.

O diretor conta que as doações ilegais garantiam a ele acesso direto a Pezão para tratar dos interesses da companhia. Reuniram-se inclusive, mais de uma vez, na casa de Pezão, no Leblon.

Azevedo relata que o atual governador atuava para agilizar os pagamentos à companhia, referentes aos contratos que assinava com o estado do Rio.

Ele cita o caso das obras do metrô fluminense, financiadas pelo BNDES. O executivo contou que, numa ocasião, Pezão agiu junto ao BNDES, exclusivamente, em favor dos interesses da empresa.

“Em uma circunstância, diante do atraso sistemático nos pagamentos, a companhia iria receber o valor fora do mês vigente. Isto ocasionaria à companhia um prejuízo, o que me levou a procurar Pezão, o qual prontamente interferiu – não me lembro ao certo – junto a Secretaria da Fazenda ou do Planejamento para que que o Banco liberasse o pagamento, sem exercer a condição que lhe era assegurada de reter os volumes financeiros por alguns dias antes de efetuar o pagamento”.

Noutro trecho, Azevedo lembra que o peemedebista marcou um almoço, dentro do Palácio Guanabara, para passar um pito em parte de sua equipe, em virtude da pendenga envolvendo o Maracanã, concessão da qual a Odebrecht acabou abrindo mão, apesar dos esforços de Pezão.

“O governador Pezão começou a reunião dizendo a todos que o governo havia errado com a Odebrecht que teriam todos que achar uma solução para corrigir isto”. O próprio Azevedo admite, porém, que nem isso adiantou para que a companhia saísse satisfeita das negociações.

Mas quem fez a ponte entre Odebrecht e Pezão? Quem? Lógico, Sérgio Cabral.

Segundo o executivo, em 2013, Cabral procurou outro integrante do alto escalão da construtora e amicíssimo do ex-governador, Benedicto Junior.

“A Companhia tinha inúmeros e importantes projetos em andamento, havendo um relacionamento próximo e histórico de Benedicto Junior e Sérgio Cabral. Considerando a intenção em eleger o seu candidato a governador para a continuidade dos projetos no estado, houve pedido de Cabral para que fossem feitos pagamentos a pretexto de doação de campanha de Pezão”. (Fonte)