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sábado, 17 de dezembro de 2016

CABRAL RECEBE REGALIAS, MORDOMIAS E BENESSES EM BANGU 8

Um presidiário falou sobre as regalias que o ex-governador Sérgio Cabral Filho teria no Complexo de Gericinó, em Bangu 8, zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com ele, o réu na Lava Jato recebia tratamento diferenciado dos outros presos, como comidas especiais, ar-condicionado e tinha o direito a transitar entre as celas e acessar a biblioteca.
— Muita mordomia: gelo, refrigerante, água mineral, comida da boa, acesso à biblioteca, ar-condicionado, entrava em uma cela, entrava em outra, e a gente só ficava ali preso.
O preso, que ficava a poucos metros da cela de Cabral, fala ainda que o ex-governador mantinha um relacionamento amistoso e apresentava um aspecto positivo dentro do presídio.
— Ficava conversando, estava rindo, abraçando um, abraçando outro, ele estava bem.
Devido às denúncias de regalias e visitas irregulares obtidas por Cabral dentro do presídio, a Justiça Federal determinou, no sábado (16), a transferência do ex-governador para Curitiba (PR). Entretanto, nesta sexta-feira (16), o desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, determinou que Cabral retorne para o presídio de Bangu.
A defesa do ex-governador argumentou que ele sofre "constrangimento ilegal" e nega que as supostas regalias tenham ocorrido. Segundo os advogados de Cabral, todas as visitas foram realizadas de acordo com a legislação.
A mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, que também está presa, permanece em Bangu, em uma cela de 6 m² com uma beliche de alvenaria, um chuveiro quente, pia e um sanitário no chão.
Cabral e Adriana foram presos após o MPF (Ministério Público Federal) revelar um esquema de desvio e lavagem de dinheiro dos cofres públicos. Também nesta sexta, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), aceitou denúncia do MPF e tornou Cabral e Adriana réus na Lava Jato. O ex-governador também é réu da Calicute na Justiça Federal do Rio. (Fonte)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O RESPONSÁVEL PELA FISCALIZAÇÃO DO GOVERNO ESTÁ TAMBÉM NA SACANAGEM

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ), Jonas Lopes, foi conduzido coercitivamente por agentes da Polícia Federal à sede da instituição, na Zona Portuária do Rio, na manhã desta terça-feira. O filho dele, Jonas Lopes Junior, está na mesma situação. A condução coercitiva dos dois faz parte da Operação Descontrole, que a PF realiza em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o release da assessoria de imprensa da PF, o objetivo da ação é investigar os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre outros. Quarenta policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e três mandados de condução coercitiva expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Operação Descontrole é resultado de investigação da Força-Tarefa da Operação Lava-jato. (Fonte)

sábado, 10 de dezembro de 2016

DIRETOR DA ODEBRECHT ENTREGA PEZÃO E COMPANHIA

No anexo de sua delação premiada, o executivo conta que a empresa desembolsou R$ 23,6 milhões em dinheiro e 800 mil euros, por transferência bancária no exterior, à campanha de Pezão em 2014. Tudo no caixa 2, claro.

O volume em espécie, de acordo com Azevedo, foi entregue ao publicitário Renato Pereira, dono da agência de publicidade Prole, contratada pela campanha.

“Os pagamentos foram realizados com recursos de Caixa 2, mediante entregas de dinheiro em espécie, tal qual determinado por Hudson Braga, diretamente para Renato Pereira no escritório da agência[…], na Urca”, detalha.

As transferências foram feitas para o banco Banif, em Bahamas, paraíso fiscal.

O diretor conta que as doações ilegais garantiam a ele acesso direto a Pezão para tratar dos interesses da companhia. Reuniram-se inclusive, mais de uma vez, na casa de Pezão, no Leblon.

Azevedo relata que o atual governador atuava para agilizar os pagamentos à companhia, referentes aos contratos que assinava com o estado do Rio.

Ele cita o caso das obras do metrô fluminense, financiadas pelo BNDES. O executivo contou que, numa ocasião, Pezão agiu junto ao BNDES, exclusivamente, em favor dos interesses da empresa.

“Em uma circunstância, diante do atraso sistemático nos pagamentos, a companhia iria receber o valor fora do mês vigente. Isto ocasionaria à companhia um prejuízo, o que me levou a procurar Pezão, o qual prontamente interferiu – não me lembro ao certo – junto a Secretaria da Fazenda ou do Planejamento para que que o Banco liberasse o pagamento, sem exercer a condição que lhe era assegurada de reter os volumes financeiros por alguns dias antes de efetuar o pagamento”.

Noutro trecho, Azevedo lembra que o peemedebista marcou um almoço, dentro do Palácio Guanabara, para passar um pito em parte de sua equipe, em virtude da pendenga envolvendo o Maracanã, concessão da qual a Odebrecht acabou abrindo mão, apesar dos esforços de Pezão.

“O governador Pezão começou a reunião dizendo a todos que o governo havia errado com a Odebrecht que teriam todos que achar uma solução para corrigir isto”. O próprio Azevedo admite, porém, que nem isso adiantou para que a companhia saísse satisfeita das negociações.

Mas quem fez a ponte entre Odebrecht e Pezão? Quem? Lógico, Sérgio Cabral.

Segundo o executivo, em 2013, Cabral procurou outro integrante do alto escalão da construtora e amicíssimo do ex-governador, Benedicto Junior.

“A Companhia tinha inúmeros e importantes projetos em andamento, havendo um relacionamento próximo e histórico de Benedicto Junior e Sérgio Cabral. Considerando a intenção em eleger o seu candidato a governador para a continuidade dos projetos no estado, houve pedido de Cabral para que fossem feitos pagamentos a pretexto de doação de campanha de Pezão”. (Fonte)